9 tipos de choro do bebê: entenda seus diferentes significados

Resumo

  • Reconhecer os diferentes tipos de choro do bebê é o primeiro passo para responder com segurança e fortalecer o vínculo afetivo familiar desde os primeiros dias.
  • Quando o bebê sente sono e não consegue dormir, o choro costuma ser manhoso, arrastado e, muitas vezes, intercalado por bocejos e movimentos de esfregar os olhos.
  • O bebê costuma dobrar as pernas sobre a barriga, soltar gases, mostrar irritação e ficar com a barriguinha endurecida e o rosto avermelhado.

Entender o choro do bebê é uma das dúvidas mais comuns entre mães e pais de primeira viagem. Os sons, expressões e gestos dizem muito sobre o que o bebê sente e precisa, mas decifrar esses sinais pode gerar insegurança. Reconhecer os diferentes tipos de choro do bebê é o primeiro passo para responder com segurança e fortalecer o vínculo afetivo familiar desde os primeiros dias.

Este guia prático mostra como identificar os nove principais tipos de choro, seus significados e o que fazer em cada situação. Confira!

1. Choro de fome

O choro de fome costuma ser um dos mais fáceis de reconhecer. Ele começa com pequenos resmungos e logo se transforma em um choro ritmado, insistente e com volume crescente. O bebê pode levar as mãos à boca, sugar objetos ou buscar o seio ou a mamadeira, além de mostrar inquietação corporal.

Outra dica importante é reparar se o rosto do bebê demonstra ansiedade e se há movimentos de busca com a cabeça. Esses sinais, aliados ao choro persistente, indicam que é hora de alimentar. Ofereça o leite materno ou fórmula, sempre seguindo a rotina de horários, pois isso reduz o estresse da família e do bebê.

Métodos como o Dunstan identificam sons típicos, como “Neh”, associados à fome. Fique atento! Se o choro continuar após a mamada, observe outros sinais de desconforto.

 

2. Choro de sono

Quando o bebê sente sono e não consegue dormir, o choro costuma ser manhoso, arrastado e, muitas vezes, intercalado por bocejos e movimentos de esfregar os olhos. O bebê pode virar o rosto, esfregar as mãos na face e ficar irritado rapidamente em situações comuns.

Alguns bebês são mais sensíveis no período da noite ou em transições entre cochilos. Nesses momentos, criar um quarto infantil apenas com móveis essenciais, que seja calmo, com menos luz e barulho, é fundamental. Embalar no colo, cantar uma música suave ou fazer movimentos lentos costuma funcionar bem.

Estabelecer uma rotina de sono consistente é um dos segredos para evitar o cansaço excessivo. Se, mesmo assim, o choro persistir, vale verificar se há outros desconfortos presentes.

3. Choro de dor

O choro de dor é facilmente reconhecido por sua intensidade e urgência. É agudo, estridente e, geralmente, difícil de consolar. Ele aparece de repente, sem motivo aparente, e vem acompanhado de caretas, olhos apertados e rosto avermelhado. O bebê pode arquear o corpo, enrijecer os membros ou aparentar susto.

Procure por possíveis causas: fraldas apertadas, dobras de roupa, fios de cabelo enrolados nos dedos ou sinais de refluxo. Se não identificar nada, fique de olho em sintomas como febre, manchas na pele ou apatia. Nessas situações, a orientação do pediatra é indispensável.

Buscar apoio profissional diante dos tipos de choro do bebê é sempre a atitude mais segura para a saúde do bebê.

4. Choro de cólica

O choro de cólica preocupa muito as famílias nos primeiros meses de vida. Ele é contínuo, muito agudo e, em geral, aparece no final da tarde ou início da noite. O bebê costuma dobrar as pernas sobre a barriga, soltar gases, mostrar irritação e ficar com a barriguinha endurecida e o rosto avermelhado.

A duração do choro costuma ser longa e o som, desesperado. Massagens abdominais, banhos mornos e bolsas de água morna (sempre com cuidado) podem aliviar. O Método Dunstan associa o som “Eairh” ao desconforto abdominal, então vale prestar atenção a esse detalhe.

Se as tentativas não trouxerem alívio, converse com o pediatra para descartar outras causas, como alergias ou problemas digestivos.

 

5. Choro de gases

O choro de gases é semelhante ao da cólica, mas geralmente ocorre logo após as mamadas ou durante a digestão. O bebê faz sons tensos, flexiona as pernas, faz caretas e pode se contorcer, soltar gases e mostrar desconforto ao ser colocado deitado.

Levantar o bebê para arrotar, massagear suavemente as costas ou fazer movimentos de bicicleta com as perninhas costuma ajudar. Atenção à pega durante a amamentação: uma boa posição reduz a entrada de ar e evita episódios de gases. Observar e cuidar desses detalhes faz toda a diferença para o conforto do bebê.

6. Choro de desconforto

O choro de desconforto serve como sinal de alerta para situações corriqueiras. Ele pode ser leve, irritado ou intermitente. O bebê se remexe, coça atrás das orelhas, chora ao ser deitado ou apresenta sinais claros de incômodo.

Verifique fraldas sujas, roupas justas, excesso de calor ou frio e objetos que possam machucar a pele delicada. Ajustar o quarto do bebê para um lugar mais tranquilo, trocar a fralda ou trocar a roupa costuma resolver rapidamente.

7. Choro por necessidade de colo

O choro por necessidade de colo é comum nos primeiros meses e costuma ser manhoso, com braços abertos ou gestos em direção ao responsável. O bebê busca contato físico, afeto e aconchego.

Segure o bebê, embale no colo, converse de forma suave ou cante para transmitir segurança. O contato pele a pele acalma, reduz o estresse e fortalece o vínculo.

Não tenha medo de “acostumar mal” o bebê: o apego saudável é essencial para o desenvolvimento da inteligência emocional e para criar confiança no mundo.

8. Choro por excesso de estímulo

Ambientes barulhentos, com muita luminosidade ou movimentação, podem desencadear um choro insistente e difícil de acalmar. O bebê pode tentar esconder o rosto, fechar os olhos com força ou demonstrar desconforto evidente.

Retire o bebê do ambiente agitado, procure um local tranquilo e reduza o tom de voz. Manter uma rotina com horários e espaços acolhedores para brincar e descansar ajuda a evitar a sobrecarga sensorial. Reconhecer esses sinais é essencial para garantir o bem-estar do bebê nos primeiros meses.

9. Choro de frustração ou tédio

Quando o bebê sente tédio ou frustração, o choro é mais curto e alterna intensidade. Movimentos de protesto, como jogar brinquedos, arquear o corpo ou tentar sair do lugar, são comuns. O bebê quer experimentar, mas ainda não consegue se movimentar sozinho ou alcançar o que deseja.

Mudar o ambiente, apresentar novos estímulos e brincar de forma lúdica ajuda a reverter a situação.Estimular a autonomia, respeitando o tempo de cada fase, favorece o desenvolvimento e reduz a irritação. Observar o interesse do bebê e propor atividades adequadas à idade torna o dia a dia mais feliz para todos.

Quando se preocupar? Entenda os sinais de alerta no choro do bebê

Nem sempre o choro indica um problema simples. Fique atento se o bebê estiver inconsolável por muito tempo, recusar mamadas, apresentar febre, letargia, manchas na pele ou mudanças abruptas de comportamento.

Esses sinais pedem atenção imediata e, muitas vezes, consulta pediátrica. Choro associado a outros sintomas pode indicar infecções, alergias graves ou outros problemas de saúde. Confie na sua intuição: se algo parece diferente, procure orientação médica.

O acompanhamento do pediatra é indispensável para garantir o desenvolvimento saudável e a tranquilidade dos pais em relação aos tipos de choro do bebê.

Reconhecer cada tipo de choro é um passo fundamental para cuidar melhor do seu bebê. Conte com a Casatema para acompanhar e entender todas as fases do desenvolvimento infantil, com informações seguras, dicas acolhedoras e apoio em cada descoberta. Acesse e leia mais sobre!

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