14 brincadeiras antigas infantis para apresentar para a nova geração

Resumo

  • As brincadeiras antigas são uma forma maravilhosa de conectar uma família, pois trazem o sentimento de nostalgia aos pais e incentivam o desenvolvimento cognitivo e motor infantil.
  • A pessoa com o anel passa as mãos fechadas entre as mãos dos participantes e, com muito sigilo, deixa a joia cair na mão de outro participante.
  • “O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem, o tempo respondeu ao tempo que o tempo tem o tempo que o tempo tem”;.

As brincadeiras antigas são uma forma maravilhosa de conectar uma família, pois trazem o sentimento de nostalgia aos pais e incentivam o desenvolvimento cognitivo e motor infantil. Por isso, convidamos você a uma viagem ao passado: relembre 10 brincadeiras infantis antigas e reviva os bons momentos!

1. Amarelinha

Clássica universal de todos os tempos, é muito divertida, dinâmica e ainda desenvolve certas habilidades cognitivas das crianças.

A amarelinha é uma brincadeira perfeita para brincar no quintal e tem por objetivo ir da Terra ao Céu pulando entre quadrinhos enumerados no chão.

Para isso, você joga a pedra e não pode pisar no número que caiu. Dessa forma, alterna os pés ao longo da jornada. É uma brincadeira que, embora seja simples, aprimora a coordenação motora de quem brinca.

2. Passa-anel

Diretamente do túnel do tempo, essa brincadeira consiste, basicamente, em passar o anel entre todos os amigos e deixá-lo com um deles (sem que os outros descubram!). Todos os participantes formam uma roda — ou fila — e ficam com as mãos em formato de concha.

A pessoa com o anel passa as mãos fechadas entre as mãos dos participantes e, com muito sigilo, deixa a joia cair na mão de outro participante.

Feito isso, o antigo detentor escolhe alguém para adivinhar com quem está o anel. O vencedor é quem acertar! Esta brincadeira é ótima para incentivar o controle emocional dos pequenos e o senso de observação.

3. Trava-línguas

O trava-línguas é uma atividade simples que é desafiadora! Nessas horas, vale combinar palavras complexas para enrolar a língua da criançada. Quer exemplos de trava-línguas? Separamos alguns para vocês tentarem, olha só:

Trava-línguas básicos

  • “O pelo do peito do pé de Pedro é preto”;

  • “Fala, arara loura. A arara loura falará”;

  • “A babá boba bebeu o leite do bebê”;

Trava-línguas intermediários

  • “O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem, o tempo respondeu ao tempo que o tempo tem o tempo que o tempo tem”;

  • “O que é que Cacá quer? Cacá quer caqui. Qual caqui que Cacá quer? Cacá quer qualquer caqui.”;

Trava-línguas difíceis

  • “No ninho de mafagafos, sete mafagafinhos há. Quem desmafagar esses mafagafinhos bom desmafagafinhador será”;

  • “Casa suja, chão sujo.”;

Trava-línguas supremo

Conjugue o verbo tagarelar no futuro do presente:

“Eu tagarelarei / Tu tagarelarás / Ele tagarelará / Nós tagarelaremos / Vós tagarelareis / Eles tagarelarão.”

Trata-se de uma atividade lúdica e pedagógica, ótima para treinar a dicção dos pequenos no período sem aulas.

4. Pular corda

É hora de gastar muita energia! Para brincar você precisa de três coisas: corda, participantes e coragem. O ideal é que haja 3 pessoas, no mínimo, para 2 baterem a corda enquanto 1 pula.

Mas, caso tenha apenas duas pessoas, amarre uma ponta no portão e pronto!

Sugestões de músicas para pular corda:

  • Sal, pimenta, fogo e … foguinho (aqui, a velocidade da corda aumenta a cada palavra cantada);

  • Um homem bateu em minha porta e eu, a — bri. Senhoras e senhores, põe a mão no chão. Senhoras e senhores, pulem em um pé só. Senhoras e senhoras, dá uma rodadinha e vá pro olho da rua;

É ótimo para treinar a coordenação das crianças, pois pular no tempo certo e ainda cantar nas batidas é bem desafiador.

5. Jogo da velha

O jogo da velha é o jogo do tédio: quando duas pessoas não têm o que fazer, é hora de propor um desafio rápido. Pegue papel e caneta, desenhe duas linhas horizontais e duas verticais, que ficam com 9 espaços para serem preenchidos.

Uma pessoa é o círculo (O) e outra é o X. Um de cada vez, vocês precisam ir posicionando seus símbolos em um dos espaços. Vence quem preencher três símbolos iguais em linha reta (vertical, horizontal e diagonal). Jogo excelente para desenvolver o pensamento estratégico.

6. Adedonha

A adedonha — ou stop — é um desafio de conhecimentos gerais que pode gerar discórdias saudáveis em brincadeiras de família (será que gelo é cor?, por exemplo).

O jogo consiste em montar uma tabela com vários temas na parte superior. Em seguida, os participantes sorteiam uma letra e preenchem a tabela com palavras que iniciem com a letra sorteada.

Exemplo de temas: NOME/ CEP/ CARRO/ COR/ OBJETO/ ANIMAL/ FRUTA/ MME (Minha Mãe É)/ TOTAL.

Como funcionam os pontos da adedonha? As palavras diferentes de todos os outros participantes valem 10 pontos. Palavras repetidas valem 5.

Se alguém não fizer aquele tema, você capta os 10 pontos dela para você. Ganha quem tiver mais pontos ao final do jogo. O jogo testa a memória, agilidade sob pressão, oratória e conhecimentos gerais.

7. Elefante Colorido

O elefante-colorido tem o desafio de encontrar as cores no mundo real. Funciona como um diálogo, em que o mestre fala e os participantes respondem:

— Elefante colorido

— Que cor?

— Azul.

Após pronunciar a cor, todas as crianças precisam tocar em algo da cor citada. Quem for o último é eliminado da brincadeira, até sobrar apenas um vencedor.

Seja criativo na solicitação das cores, porque as crianças aprendem rápido onde elas estão. A brincadeira é ótima para treinar associação de ideias e enxergar o espaço de forma consciente.

8. Vivo ou morto / careca ou cabeludo

Ouvir o comando e executar velozmente é uma tarefa bem difícil e por isso está entre as brincadeiras infantis antigas mais divertidas.

Ela funciona assim: uma pessoa é o chefe e os demais ficam à sua frente. O chefe dá o comando e todos repetem. Quem não conseguir ou confundir as ações é eliminado da brincadeira.

  • Morto: agachar;

  • Vivo: ficar em pé;

  • Careca: mãos coladas na cabeça;

  • Cabeludo: mãos longe da cabeça (como se fosse tirar um capacete).

É igual ao trava-línguas, mas com o corpo. O chefe tem o desafio de confundir os participantes, enquanto eles precisam compreender e repetir os movimentos com precisão.

9. Batata-quente

A brincadeira da batata-quente é um teste dos nervos. Uma criança fica em pé, de costas para os outros amigos e, de preferência, encostada em um muro (para garantir que não veja nada).

Ele cantará em alto e bom tom: “batata quente, quente, quente, quente…”.

Os demais sentam em uma roda e vão passando uma bola que represente a “batata”. Quando o locutor falar “QUEIMOU”, quem estiver com a bola em mãos está fora da brincadeira ou cantará para os demais. É um desafio para os pequenos coordenarem o corpo e estarem atentos ao locutor.

10. Dança das cadeiras

O conceito dessa brincadeira é sentar em uma cadeira assim que a música parar. Quem fica sem lugar é eliminado da brincadeira e espera a próxima partida.

Para isso, conte a quantidade de crianças e coloque um lugar a menos, coloque uma música e todos começam a andar ao redor das cadeiras.

Assim que a música parar, todos sentam velozmente e alguém vai acabar ficando em pé, infelizmente. Para a próxima rodada funcionar, tire uma cadeira. A brincadeira desenvolve o senso estratégico de dar o passo ao redor das cadeiras do jeito certo para sentar.

11. Esconde-esconde

O esconde-esconde é uma das brincadeiras antigas mais populares e fáceis de adaptar dentro de casa. Para brincar, basta escolher quem vai procurar (o “pegador”) enquanto os demais se escondem pelo ambiente definido. O objetivo é não ser encontrado até que o pegador termine de contar.

Durante o jogo, as crianças exploram o espaço, desenvolvem percepção espacial e aprendem a pensar estrategicamente. A participação de adultos torna tudo mais divertido e aproxima gerações, criando experiências únicas para todos.

Além de estimular o raciocínio e a cooperação, o esconde-esconde proporciona momentos de descontração e gargalhadas em família, sendo perfeito para fortalecer laços e proporcionar lazer infantil de qualidade.

Essa opção também é uma ótima brincadeira para crianças autistas, já que pode ajudar a desenvolver noção de espaço, paciência e habilidades sociais. Você também pode fazer uma adaptação, se preferir, em que são definidos locais mais seguros e limites claros para evitar a ansiedade. Além disso, você pode fazer uma versão simplificada, em que a criança esconde apenas um objeto.

12. Pega-pega

O pega-pega é uma das brincadeiras em casa que mais movimenta as crianças. Existem várias versões, como o pega-congelado, em que quem é tocado deve ficar parado até ser salvo por outro participante. Definir limites seguros para a corrida é essencial para evitar acidentes.

A brincadeira estimula agilidade, velocidade de reação e a sensação de pertencimento ao grupo. Participar dessas atividades favorece a socialização e ensina regras básicas de convivência, como respeito e cooperação.

O pega-pega também é excelente para reunir crianças de diferentes idades, tornando o lazer infantil dinâmico e repleto de desafios.

13. Bambolê

O bambolê oferece diversas possibilidades de brincadeira: girar na cintura, pular por dentro dele ou criar circuitos com obstáculos. Cada desafio proposto trabalha o equilíbrio, a resistência física e a criatividade das crianças.

Adaptar o espaço da casa para os jogos com bambolê permite que toda a família participe, tornando o momento mais atrativo e interativo. O movimento contínuo estimula o desenvolvimento motor e proporciona exercícios físicos prazerosos.

Participar dessas atividades reforça o espírito de equipe e incentiva hábitos saudáveis desde cedo, fazendo do bambolê uma excelente opção de lazer infantil.

14. Telefone sem fio

O telefone sem fio é simples: os participantes formam uma fila, e a primeira pessoa sussurra uma mensagem para a seguinte, que repassa até chegar ao último da fila. O divertido é comparar a mensagem inicial com a final, quase sempre transformada.

Essa brincadeira estimula a audição, a criatividade e o espírito de equipe. As risadas surgem naturalmente, aproximando familiares e amigos em momentos leves e descontraídos, fortalecendo os laços afetivos.

Dicas extras: mais brincadeiras de criança (e pais)

Vale lembrar que existem centenas de outras brincadeiras antigas que podem ser adaptadas para o ambiente domiciliar.

O importante é sempre estimular os pequenos a gastarem a energia extra por meio de atividades lúdicas e pedagógicas que os ajudarão a superar os tempos de reclusão durante a pandemia.

Mamães e papais também podem entrar na brincadeira para apoiar seus pequenos e como forma de livrarem-se do estresse e do cansaço que a rotina de home office pode gerar.

Algumas brincadeirinhas que também podem integrar a lista de lembranças nostálgicas incluem:

  • Luta de polegares;

  • Pião;

  • Elástico;

  • Parlendas;

  • Peteca;

  • O mestre mandou;

  • E muito mais!

Transforme o dia a dia em momentos especiais com brincadeiras antigas

Resgatar brincadeiras antigas em casa transforma o ambiente familiar, criando oportunidades de aprendizado e diversão que ficam para sempre na memória das crianças. Atividades simples, acessíveis e adaptáveis promovem o desenvolvimento cognitivo, motor e social, fortalecendo laços entre gerações e incentivando uma infância mais saudável.

Inclua essas brincadeiras tradicionais na rotina e proporcione experiências únicas para toda a família. Incentive seu filho a experimentar novos jogos, convide os avós para participar e transforme cada dia em uma oportunidade de crescer e se divertir juntos!

Quer deixar a experiência das brincadeiras antigas ainda mais envolvente? Uma ótima ideia é criar uma caixa sensorial para as crianças explorarem diferentes texturas, cores e formas durante as atividades. Isso estimula a criatividade e amplia o aprendizado de forma divertida. Veja aqui como montar uma caixa sensorial para crianças.

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