Crise dos 3 meses: entenda os sintomas e como amenizar

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De repente, parece que o bebê vira uma chavinha: dorme menos, se torna mais agitado, o choro fica agudo, o colo já não acalma, não quer mamar como antes e o berço ficou sem graça.

Essa é a famosa crise dos 3 meses — a primeira da vida dos pequenos!

Se você é uma mamãe de primeira viagem, dizemos isso porque, via de regra, as crianças mudam o seu comportamento a cada 3 meses até completar 1 ano. Esses períodos são conhecidos como as crises dos 3, 6, 9 e 12 meses.

Em todas as fases, os pais fazem o possível para contornar a situação. Quer aprender como lidar com a crise dos 3 meses? Nós trouxemos todos os detalhes importantes abaixo.

O que é a crise dos 3 meses no bebê?

Essa ‘crise’ é um marco no desenvolvimento cognitivo e motor infantil. É quando os bebês começam a enxergar melhor as imagens, reconhecem os sons com mais clareza, movimentam o pescoço em direção aos estímulos externos e levantam a cabeça quando ficam de barriga para baixo.

É um período essencial para a autonomia dos pequenos!

Por que a crise dos 3 meses acontece?

Veja abaixo como a ciência explica essa mudança:

Início do período simbiótico

Os cientistas apontam que os bebês passam por dois nascimentos: o biológico, no momento do parto, e o “nascimento psicológico”, que é o período simbiótico – uma fase em que a criança tem a sensação de que ela e a mãe são a mesma pessoa.

Até esse período, então, os pequenos carregam um vínculo dependente com a sua mamãe. Isso muda aos três meses, quando eles começam a perceber a sua existência de forma individual.

Para mais informações sobre a fase simbiótica, recomendamos o estudo realizado pela Universidade francesa de Lille III.

Início da fase oral

Aos três meses também começa a fase oral, uma das quatro etapas do desenvolvimento humano teorizadas por Sigmund Freud. Nela, o bebê passa a descobrir o mundo com a boca.

Pesquisas do psicanalista e publicações na Revista Psicologia em Pesquisa apontam que a fase oral dura dos 3 aos 8 meses.

Antes disso, o único exercício que a boca da criança pratica é o de amamentar, o que lhe faz relacionar o órgão a coisas boas que saciam as suas necessidades.

É por isso que os pequenos adquirem o hábito de colocar objetos na boca. Eles pensam que tudo que colocarem na boca será tão bom quanto o leite materno, o que motiva a sua curiosidade de experimentar tudo que vêem com a boquinha.

Quanto tempo dura a crise dos três meses?

Dura 15 dias. Um período curto, mas intenso. Você perceberá que o bebê apresenta as primeiras mudanças logo no seu terceiro mêsversário — é muito interessante como o desenvolvimento infantil parece seguir um reloginho.

No entanto, caso a crise dos três meses aconteça com alguns dias de atraso ou até momentos antes do 3º mês, não se preocupe. Assim como tudo que está relacionado com o nosso desenvolvimento, cada criança tem o seu ritmo.

Quais os sintomas da crise dos 3 meses?

Os principais sintomas envolvem mudanças de comportamento no dia a dia. Os pais percebem isso com facilidade, já que o bebê passa a exigir muita atenção. Procure por sinais como:

O bebê se distrai durante as mamadas

Nos primeiros meses os pequenos mamam quietinhos, até se acalmam quando estão no peito, mas isso costuma mudar no terceiro mês.

Eles param de mamar e ficam encarando a mamãe e/ou prestando atenção no ambiente e nos barulhos externos. Ou seja, se distraem facilmente durante as mamadas. Além disso, param de mamar e ficam sorrindo — é muita fofura!

Em contrapartida, as constantes distrações podem influenciar na quantidade de cocô e no peso ao final do mês.

Quanto ao peso, se for uma mudança crítica ou fora do esperado, o pediatra identifica durante a consulta mensal e dá instruções para recuperá-lo.

Suga mais rápido que antes

O tempo das mamadas fica mais curto, entre 3 e 5 minutos, porque eles aprendem a sugar com mais força – além de conseguirem coordenar com facilidade a respiração, sucção e deglutição.

As mamães até conseguem sentir que sai mais leite em menos tempo. Os momentos de descanso na poltrona de amamentação ficam cada vez mais curtos.

Inclusive, os seios parecem não estar cheios como antes, o que pode levar a mãe a se perguntar se a quantidade de leite que está produzindo é suficiente.

De fato, nesse período o volume de leite costuma diminuir, mas é porque o corpo passa a fabricar exatamente a quantidade que o bebê precisa, nada em excesso.

Chora no peito com mais frequência

Ao passo que mamam mais rápido e se distraem, os choros durante as mamadas também são mais frequentes. Essa mudança influencia na forma que os pais lidam com os choros do bebê – antes era só colocar no peito que acalmavam, mas e agora?

Note, o bebê suga mais rápido e com mais força, o que significa que o estômago também enche mais. O choro é para dizer que já estão satisfeitos e não querem mais.

Acalme com conversa, carinho, chupeta, fraldinhas e colo.

Passa a dormir menos ou “chorar” para dormir

Por mais que corte o nosso coração, um estudo da Flinders University concluiu que não faz mal deixar o bebê chorar e desabafar um pouco antes de dormir.

Claro que não vamos deixar isso acontecer por horas a fio sem fazer nada, mas também não podemos “socorrer” a cada choro. Afinal, o ato de chorar também faz parte do desenvolvimento psicológico e físico!

Fica bastante agitado

A quantidade de informação que chega até os bebês é absurda. Se até nós podemos ficar sobrecarregados com os estímulos do ambiente e das pessoas, imagine como é a perspectiva deles — claro que gera inquietação!

Por isso existem os saltos de desenvolvimento: eles servem para tornar as crianças aptas ao meio.

A agitação é perceptível porque eles respondem aos estímulos externos com mais rapidez e, por conta disso, demoram mais para dormir.

Guarde essa informação: a crise dos 3 meses é um período sensível, mas você consegue lidar com a situação.

Sabendo o porquê acontece já é um grande avanço para não barrar a evolução. Você não precisa se desesperar, é uma fase que exige paciência e criatividade para acalentar o próprio bebê.

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